Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Há alguns anos - contam-se pelos dedos - não havia alternativa para o status quo. Os fantasistas da morte em pé, da mumificação eterna do mundo, da paralização do tempo, do perpétuo marcar passo sem desgaste, ou qualquer coisa assim parecida, pois parar nem a dormir é possível, avisavam-nos para o diabo que vem da diferença, da alternativa, da mudança.

Se não vem melhor, pelos menos não vem mais do mesmo. E do mesmo sempre vem o que já conhecemos e aprendemos a recusar. Por insignificante que seja a mudança, a diferença gera esperança e só quem ficou estático no presente vê perigos e ameaças no futuro. Se o mundo é aquilo que imaginamos, queremos e cremos, quem o destrói só pode ser o diabo, mascare-se ele de alternativa como quiser. O fim do mundo é sempre o fim de qualquer coisa a que nos habituamos e nos submetemos. Se em cada fim há sempre um início promissor que o supera, quem melhor que o diabo para incubar o novo tão almejado?

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D